quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Escondidinho cremoso de frango

Queria fazer um escondidinho de frango com mandioca. Procurei e vi várias na internet, com pequenas variações de uma para a outra. Optei por uma versão brasileira Herbert Flávia Richers mais inspirada num "escondidinho cremoso". 
Tinha uma mandioca congelada e já tinha cozido mais cedo na pressão.  Deixei tudo preparado para a montar hj. Olha, caprichei: Escondidinho! (mandioca e frango). E o frango cozinhei na água da mandioca e foi desfiado na panela de pressão (by Dani). 

O meu já tinha esfriado, mas acho que vale a dica de esmagar a mandioca ainda quentinha. Depois (aqui no caso foi no outro dia) esquentei no micro coloquei manteiga (tipo uma colher, vale fazer a gosto), sal, aí coloquei cerca de meia caixinha de creme de leite e uma gema (\o/ grande idéia: mas não fiz como a única receita que tinha essa idéia e que cozinhava tudo mexendo no fogo. Botei na mandioca morna com o creme de leite frio, mexi bem, e deixei que cozinhasse quando estivesse no forno ;) ). Reserve.
Cozinhei um Kg de peito na pressão com 2 tabletes de caldo de legumes. Chamei o Dani na hora de chacoalhar a panela como no video do youtube. Deu incrivelmente certo! (pero hay que ser hombre!) 
Aí refoguei cebola no azeite (não tinha alho) e depois a carne, temperei com orégano e fui jogando metade do caldo do frango (a outra metade tá no freezer), azeitonas picadinhas, purê de tomate (acho que foi toda uma caixinha). No outro dia, quando fui montar, aqueci novamente e joguei salsa e cebolinha picadinha. Ficou bem desfiado, e bem úmido, suculento.

Montagem:
Joguei o frango no fundo do prato (limpo, sem nada, sem untar e sem aquela camada de purê embaixo que vira uma misturada: é "escondidinho" não é "torta" nem  "Madalena de frango"). Após consultar o (gosto do) Danilo, coloquei umas colheres de requeijão sobre o recheio de frango e os pedaços de uma única fatia de queijo prato. Depois fiz outra camada com todo o purê de mandioca ("escondendo" totalmente o frango). Polvilhei queijo parmesão ralado e foi para o forno convencional previamente aquecido. não cuidei o tempo. A idéia era deixar até dourar, mas a torcida não aquentou esperar. Foi para a mesa borbulhante, fervente, mas não chegou a dourar. 



sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Prato do dia: panquequinha despretensiosa e criativa

Comecei afazer o trem e descobri que não tinha farinha, então fiz com flocos de aveia e maizena! Deu suuuper certo! (estreando a minha panquequeira - a primeira da vida: não sei como pude viver até aqui sem ela!)
fiz tudo no olho na idéia de massa básica: (minha vó Flor chamava "Um, um, um") 1 x de farinha. 1 ovo, 1 x de leite. Mas achei que ficou meio aguada aí joguei mais um tanto de maizena, e mais um ovo pra garantir e que nunca é demais, né? O recheio era sobra de um frango moído refogado a que adicionei 2 ovos  cozidos, azeitonas pretas e verdes, duas fatias grossas de queijo de minas tudo bem picadinho! Depois, molho de tomate e queijo ralado. E forno!

sábado, 12 de julho de 2014

Torta de Morango




Minha tia Maria Anália, nos anos 70, fazia essa torta nos aniversários na casa dela. Essa minha aí é um arremedo da dela. Ela fazia 3 discos de merengue intercalado por nata batida e morangos picados. Essa daí da foto fiz para uma sobremesa para o fim de semana aqui em casa - prêmio consolação para a Copa perdida - um máximo de 3 ou 4 pessoas. Não justificaria tanto trabalho e tanta quantidade de torta.
Fiz um único disco de merengue e usei todo o pacote de nata como cobertura e duas bandejinhas de morango.

Não tenho a receita original da minha tia, mas usei a receita do merengue cozido maravilhoso da minha mãe e a minha prória recita de nata batida, que aprendi com a dona de um café/confeitaria que eu frequentava uma época aqui em Florianópolis. Então aí vai:

Disco de merengue:

Ingredientes
4 claras
4 xícaras (de chá das pequenas de antigamente, minha mãe sempre ensinava assim) de açúcar
raspas da casca e suco de limão a gosto (ajuda a endurecer)

Procedimento
1º - mistura ligeiramente as claras e o açúcar numa panelinha
2º- leva ao fogo baixo mexendo com um fué de plástico ou colher de pau até ficar bem quente (é difícil definir o ponto, mas sempre dá certo. Fica mole grosso, meio espumado meio branco-amarelado. o meu começou a pegar no fundo e eu parei. o importante é ficar bem quente)
3º- aí vc liga a batedeira e vai jogando essa clara/calda quente deixa batendo bem forte, parece que não vai dar certo mas vai ficando branquinha, consistente e volumoso.
4º- acrescenta, raspas da casca do limão e espreme um pouco do caldo para dar sabor e consistência. Prove para não exagerar, caso não goste que fique meio azedinha)
5º- quando estiver bem firme e branco (se vc queimou a calda vai ficar mais pra douradinho) formando picos, está pronto

6º- forrar uma forma de aro removível com papel manteiga (ou o que vc tiver). Untar e enfarinhar a forma e o papel.  E acender o forno para pré-aquece-lo.
7º- jogar e espalhar o merengue uniformemente uma camada de cerca de 2 centímetros de espessura
8ª- colocar a forma em forno preaquecido, bem quente, e baixar bem o fogo assim que puser o merengue para assar. Se seu forno for muito quente, coloque o cabo de uma colher de pau trancando a  porta do forno para que ele não fique totalmente fechado e não "torre" o merengue.
9º- espere esfriar um pouco para desenformar e descolar o papel. Muito cuidado pois o merengue assado quebra muito facilmente.
10º espere esfriar totalmente para colocar o receheio/cobertura


Nata batia

Ingredientes:

Nata fresca (400/500 g)
Açúcar (+/- 1 xícara, ou + conforme o gosto)
Água muito gelada (+/- 2 colheres de sopa)


Comprei uma embalagem de 400 gr, mas pode ser feito na quantidade que julgar necessária. Tem que deixar bem gelada. Uma dica que vi recentemente em alguma receita é por pra gelar inclusive a bacia e as pás da batedeira. Se a embalagem comprada for de saquinho como a que comprei é melhor espremer para o pote da batedeira e por para gelar um pouco, pois a manipulação do saquinho com as mãos já aquece e amolece um pouco a nata. A dica que aprendi na confeitaria e uso há anos é acrescentar umas 2 colheres de água super gelada, ,mas eu sempre ponho mais que isso vou pingando com cuidado para não "aguar" e perder a consistência de nata batida.
Liga a batedeira com a nata e enquanto via batendo vai jogando o açúcar e a água. É jogo rápido. Ciudado pra não virar manteiga, que é o que acontece se esquecer da vida batendo! Pára em seguida, quando o estiver consistente, possibilitando, por exemplo o uso do saco e bicos de confeiteiro. Na foto dá para ver que eu usei, talvez pudesse ter batido ainda maiis, mas não havia a intenção e "confeitar" s´ø usei para facilitar a distribuição mais uniforme sobre o disco e sobre a camada de morangos picados.

Montagem

Sobre o disco, acomodei uma farta camada de morangos picados e cobri com a nata. Reservei os mais bonitos deixando a folhagem para decoração.
Para fazer uma torta com mais discos é recomendável uma camada mais modesta de morangos, para não ficarem escorregando.
Depois é só botar pra gelar e se preparar para o efeito moral (encantamento) do visual e para os elogios! É bom demais!



quarta-feira, 9 de julho de 2014

PUDIM DE NOZES


 Minha tia Maria Anália  fazia esse pudim. Era um negócio inacreditável! Infelizmente, ela faleceu há muitos anos. Algumas vezes pedi a receita para minha mãe, ela ficava de procurar e nunca me deu...
Hoje minha prima, com quem retomei recentemente o contato via Facebook, me mandou a receita. Não sei quando vou fazer o meu pudim de nozes. Quando fizer, fotografo e posto aqui. Hoje, posto a receita para arquivá-la (com a alegria de quem recupera alguma coisa além de um sabor)

PUDIM DE NOZES

600gr de açúcar
1 xícara de água
250gr de nozes moídas
12 gemas
2 claras
1 colher de sopa de manteiga
Em uma panela, leve ao fogo a água e o açúcar, sem mexer, deixar ferver até o ponto de calda grossa. Quando estiver no ponto, junte a manteiga e deixe esfriar, sem mexer.
Depois de fria, junte as nozes e os ovos (ligeiramente batidos) e misture bem.
Coloque em uma forma caramelada e untada com manteiga.
Cozinhe em banho maria por 60 minutos.

Atualização em 15 de Agosto: Eu fiz!!! O pudim de nozes da tia!!! e ficou MA-RA-VI-LHO-SO!!!! Eu consegui!!! (só esqueci de fotografar antes de servir!) (Fiz meia receita pq fiquei com medo de fazer m!)

terça-feira, 17 de junho de 2014

Suflê de siri

Minha mãe fazia esse suflê aos domingos. Não não sempre e não desde sempre. É uma lembrança de juventude. Não de infância.
É um suflê abaianado. Não sei de onde ela tirou essa receita. Provavelmente de alguma revista, ou propaganda de leite de coco...
Esse é um tipo de receita que não tenho escrita, nem sei as medidas. Sei de memória do paladar. Esqueci de fotografar tudo, mas vamos ao passo a passo.


Refoguei uma cebola picadinha com um pouquinho de alho. Acrescentei 1/2 kg de siri. Temperei com sal, salsinha e cebolinha, manjerona, louro.

Depois acrescentei uma lata de tomate pelado (os tomates frescos estavam horríveis no supermercado!). Depois usei 2 vidros de leite de coco de 200 g (quem não gostar tanto pode usar só um). O Segundo vidro eu coloquei inicialmente só a metade. Achei que estava ficando muito líquido então reservei a outra metade, que misturei com uma colher de maizena e acrescentei à panela, mexendo para engrossar.  Depois, coloquei o óleo de dendê (esse é para usar conforme o gosto do freguês. Ponha uma colher de sopa, prove e vá acertando a sua dose). Desliguei o fogo e misturei cerca de uma xícara de castanha de caju moída (não tinha aquela já miudinha e eu passei no processador deixando meio padaçuda)

Aí separei 3 gemas e 3 claras e bati estas em neve. As gemas eu misturei ao siri na panela e depois as claras em neve "delicadamente".

Aí passei para um prato bem bonito, cobri com farinha de rosca e depois queijo ralado (aquele chinelão de saquinho mesmo).

Pronto! Até quem não gosta de suflê gostou! Neste domingo, estive inspirada! como minha mãe...
Culpa da peixaria, que não tinha os peixes que eu queria - mas tinha siri! :D


segunda-feira, 9 de junho de 2014

gengibre sempre à mão na cozinha

Adoro gengibre.
Mas era assim, comprava um, usava um pouco e guardava o resto para outro dia. Aí quando, num belo dia, queria de novo, encontrava ele todo murcho e inutilizável.
Cheguei a tentar uma coisa bem simpática que é plantar num vaso. A planta cresce, não é bonita, e o gengibrinho lá dentro fica muito mirradinho. Fresco, mas mirradinho (dá pra ver nas fotos). Aí, desenterrava, mas tinha que usar com parcimônia, coisa que não é muito a minha cara. Até que, quando fui para os NY, para o casamento da minha filha e me hospedei na casa da sogra dela, aprendi essa: gengibre a gente guarda no congelador! E rala ele assim mesmo, congelado: é perfeito. Ainda mais que eu já tinha aprendido com a Dadá da Bahia que "gengibre a gente não descasca" pois "toda a força do gengibre está na casca". E a gente não quer ficar sem a "força" do gengibre! É ou não é?


sábado, 7 de junho de 2014

Camarão com gengibre e laranja

Queria fazer um camarão achinesado. com shoyu, tomate, gengibre e laranja. Procurei no google e não achei nada. Misturei receitas, inventei, saiu essa coisa divina. Merecedora de um blog para ficar na rede e para a posteridade. 
Abaixo, as fotos ruins e a receita maravilhosa.




1º marinar o camarão com um pouquinho de sal (só pra pegar um pouco o gosto, pois vai shoyo no preparo posterior), alho picado (usei pasta pronta) e suco de  1/2 limão. Enquanto isso...
2º cortar a cebola (uma média) em meias rodelas +/- finas
3º dourar a cebola em azeite 
4º jogar o camarão (no caso, um pouco mais que 500gr)
5º enquanto doura, mexer e ir acrescentando:
6º gengibre ralado a gosto,
7º shoyu (à vontade, ir provando o sal)
8º ketchup a gosto (da próxima vez vou experimentar usar tomate pelado)
9º quando atingir o ponto de cozimento do camarão (rosado e macio), adicionar uma colher de sobremesa de amido de milho dissolvido no suco de meia laranja. mexa.
10º salsa e cebolinha picada.
Et voila!
Confessa os pecados e solta os cachorros!

versão do dia 17/08/14: Camarão tailandês
Acrescentei ao suco de laranja uma colher de mel e um pouco de curry tailandês (não confundir com o Curry indiano! Se não tiver o tailandês, coloca alguma pimentinha pq o indiano "é outra onda". Aí as fotinhos do de hj:




chaleira no fogo - abrindo os trabalhos

Tá. Resolvi criar um blog para registrar aquelas receitas e dicas de culinária que funcionaram e a gente teme perder. Vinha tentando fazer isso no FB, mas depois de uns 5 anos juntando fotos e anotações por lá, fico horas procurando algo que fiz e quero me lembrar exatamente como. Levo um tempão para encontrar uma coisa num álbum que tenho lá com fotos, conversas e anotações de cozinha. No pinterest, é fácil "alfinetar" qualquer coisa que anda pela web, mas tb acaba tudo misturado. E, como eu disse pro meu filho hoje, depois eu morro e vcs não sabem mais como "a mãe fazia aquilo" - como eu com a sopa de cenoura da minha avó. Registros: parece que mantenho algumas manias de  historiadora - ou de etnógrafa-dona-de-casa.
Aqui tem as tags que espero que me ajudem a achar mais fácil as coisas. E compartilhar. Vamos ver se aos poucos vou passando para cá também as coisas que tenho amontoadas lá no Fb e nas gavetas, armários e papeluchos...
Provavelmente vai ser bagunçado e inconstante como tudo na minha vida, mas não custa tentar, né?
Cozinha a dentro, sem segredo. Os segredos todos de dentro para fora...